sexta-feira, 15 de outubro de 2010

A morte do poeta.

Quando for para o reino sagrado de luz e escuridão
De uma alma penada feita de fúria e ilusão
Vou estar preso em mim mesmo
Preso perdido e solto a esmo
Deixo a ultima mensagem de um poeta
Pobre poeta
Ele disse:

Vivendo de nada e vendo a vida vai
Misturado de massa mentira massacra a alma
E o poeta?
O poeta passou pelo passo prescrito do profeta
E sangrou sua alma como sacrifício de santos
Amou a quem não queria
Viveu de mentira.

E eu falei para poeta que aquilo era mentira
Eu disse:
Ora o poeta que prosa prescreveu possuindo um dom
Fora carregado caindo e cedido cansou
Vivei vívido, valente, voou
E morreu um mártir, morreu com louvor

O poeta então fala:
Diga o que dizes, fala por que temeis
A morte de um poeta levareis
A ti próprio sereis

Então ele se foi
Morreu mais um pobre poeta
Morreu mais um pobre musico amador
Mas nasceu um lúcido poeta. Um lúcido homem cheio de amor.

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